Ninguém chega impunemente aos 24 meses de atividade profissional. Seja experimentalmente, seja já no alto da capacitação que, mesmo assim, deve ser re-avaliada periodicamente. E o mesmo acontece com o produto editorial, seja revista, jornal, rádio, televisão, web, e outras novidades que nos chegam entre as últimas gerações de tecnologia na área das comunicações.
Revista I&C está nos mercados da Comunicação Visual divulgando o que é e como trabalhar a imagem graficamente especializada sob processos de estamparia têxtil-serigráfica, digital, tampográfica, direta ou sublimaticamente, e os artesanais.
Vai entrar em 2010 na sua 3ª fase editorial-comercial na certeza de ter contribuído para uma melhoria no conceito profissional com o qual deve ser tratada a Comunicação Visual. Ou seja: 2 anos de experiência para pessoas que estão no ´batente´ há mais de 10 anos, mas, 2 anos de uma certeza profissional: um trabalho eticamente desenhado e executado enquanto Imprensa Setorial, tanto impressa [revista] como eletrônica [web].
Com colaborações técnicas de especialistas, incluindo de leitoras e leitores, e peças editoriais próprias, a Revista I&C já foi, em 2 anos, referência acadêmica em 3 teses [Portugal e Brasil] de professores de Artes Visuais, duas delas através da citação do livro “Comunicação Visual” [João Barcellos, 2008], e de palestras do seu autor; por outro lado, escolas técnicas com cursos direcionados à estamparia têxtil-serigráfica no ramo da moda têm a Revista I&C como banco de dados sobre empresas, produtos e métodos de aplicação.
A participação da Revista I&C em feiras técnicas têxtil-serigráficas e de impressão digital [plotagem] transformou-a num ponto de observação direta sobre os segmentos da Comunicação Visual e da Moda.
Distribuída diretamente na Grande São Paulo e via Correios para todo o Brasil, e mundo lusófono, a Revista Impressão & Cores, agora também SGIA Member, ganhou o estatuto de produto editorial referência entre os segmentos da Comunicação Visual... e é assim que ela vai ´encarar´ 2010, e é assim que ela celebra os seus 2 anos de atividade!
O analfabetismo funcional está com os dias contados!
O técnico em plásticos e processo serigráfico Rodrigo Zucoly costuma dizer/escrever que “falta conhecimento acadêmico à maioria dos serigrafistas e que o próprio mercado não investe na capacitação profissional”, e, no caso da imagem digitalizada, o Prof. Medeiros afirma ser “...imprescindível um contato mais direto entre fabricantes de equipamentos e usuários em plotagem”, enquanto a Profª Carlota M. Moreyra, que agora leciona em Paris/Fr., continua com a certeza de que “enquanto o Brasil não formalizar contratos industriais com a respectiva transferência de tecnologias, o parque industrial vai continuar nas mãos de empresários que só querem a exploração de mão de obra barata, nunca o progresso nacional”.
No meio destas questões, outra – a saber: aos poucos, morrem os velhos técnicos da Serigrafia, do Transfer e da Estamparia em geral, e o seu pioneirismo raramente tem continuidade, a não ser em poucas empresas do tipo familiar, e o mesmo já começa a se verificar também na Plotagem.
Urge que os empresários brasileiros apostem mais na capacitação técnico-acadêmica dos seus funcionários, e estabeleçam, mesmo, uma linha de bolsas para jovens estudantes dês escolaridade técnica, cooptando-os para as áreas da Comunicação Visual. É que não existe mais espaço para o analfabetismo funcional e as tecnologias de última geração exigem conhecimentos alinhados com Cultura geral.
Sim, há controvérsia... Diz-se, na esfera governamental que não existe ´crise´, que, aliás, ´o Brasil nem entrou na crise econômica mundial de tão bem estruturado que está financeiramente´. Que bacana! Oh, paraíso dos paraísos...
As empresas que fecharam as portas e os trabalhadores que foram para o ´olho´ da rua e, paralelamente, o desespero de milhares de famílias, isso, oh, isso... o que é isso comparado com a ´fortaleza´ financeira que é o Brasil?! Nada. Paisagem sub-humana em meio ao fundamentalismo governamental de uma economia que desconhece políticas públicas de desenvolvimento de e para o todo humano.
Diz-se, ainda, diante da alegria especulativa do sistema bancário (´alegria´ subsidiada pelo nosso bolso), que a indústria brasileira só recuperará o seu fôlego produtivo ao longo de 2010. Eis por que há controvérsia quanto ao paraíso dos paraísos propagandeado por Lula e seus ministros e correligionários partidários.
Sim, há controvérsia... Sr. Presidente. Aonde estão os subsídios para a micro e a pequena empresa brasileira, que deveriam ser compensadas depois das milionárias ajudas financeiras aos bancos e às empresas multinacionais? Diz ainda o Sr. Presidente que largas massas entraram para o sistema de consumo e isso ajudou a ´espantar´ a crise mas não diz que isso é um ´milagre´ dos impostos que pagamos, e que essas massas não passam de mais um curral eleitoral... ora, Sr. Presidente, que bom seria se esse consumismo dos pobres brasileiros fosse resultado de políticas públicas verdadeiras em torno da Saúde e da Educação, do Trabalho e da justa Distribuição de Renda... mas não é. Por isso, há controvérsia. Hipocrisia eleitoreira não é ´milagre´ econômico nem é política pública para o bem estar de todos: é falsidade ideológica de caudilho alobado em pele de cordeiro xuxalista. Que o diga dona Marina Silva. Ou não?
Diz-se, ainda, que ´o Brasil vai ser a maior potência do mundo´. Errado, meus caros. Errado, porque o Brasil é há muito tempo a maior potência de matérias-primas do mundo, o problema que existe no Brasil é que os seus políticos não se identificam com esse poder e preferem ser capachos dos países ditos mais ricos e batalham por ´cositas´ insignificantes como um lugar no Conselho de Segurança da ONU, quando, o mais importante é assentar o Brasil entre os brasileiros e fazer ver ao mundo que o Brasil existe como potência e não como colônia...!...
Interpretar e viver a política é um exercício filosófico, porque nos exige conhecimento cultural e estrada social. Esta crônica é fruto de tudo isso.